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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Mortes por supergripe sobem 36,9% e Fiocruz aciona alerta para avanço da Influenza A no Brasil

Crescimento é acompanhado por um aumento sistêmico dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em quase todas as regiões do país

Redação


Foto - Rovena Rosa/Agência Brasil


O Brasil enfrenta um avanço preocupante das doenças respiratórias neste início de outono. Segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o número de óbitos associados à Influenza A — vírus que causa a chamada “supergripe” — saltou 36,9% nas últimas quatro semanas epidemiológicas.

O crescimento é acompanhado por um aumento sistêmico dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em quase todas as regiões do país, colocando a maioria dos estados em níveis de “alerta” ou “alto risco”.

Embora a Influenza A concentre as atenções pelo aumento na letalidade, o cenário é de cocirculação de múltiplos agentes. O rinovírus continua sendo o principal responsável pelas internações (45,3% dos casos positivos de SRAG), mas as mortes relacionadas a ele e à Covid-19 também subiram 30% e 25,6%, respectivamente.

Regionalmente, o comportamento do vírus varia: enquanto Pará, Ceará e Pernambuco mostram sinais de recuo, o Paraná e grande parte do Sudeste e Centro-Oeste iniciam uma curva ascendente.

A pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, reforça que a proteção vacinal é a única forma de frear a pressão sobre o sistema hospitalar. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que começou em 28 de março, segue a todo vapor nos postos de saúde até o dia 30 de maio.

O foco principal são os grupos de risco: idosos, crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e da educação, além de pessoas com comorbidades.

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