Proposta extingue foro para crimes comuns de autoridades e pode beneficiar o ex-presidente caso seja aprovada
Redação
![]() |
| Foto | Reprodução |
Atualmente, a Constituição determina que certas autoridades sejam processadas e julgadas por tribunais específicos, como o STF e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), um mecanismo conhecido como foro privilegiado.
A PEC propõe extinguir o foro para crimes comuns cometidos por deputados e senadores, ministros do STF, governadores, desembargadores, o procurador-geral da República e outras autoridades.
Se aprovada, a medida pode beneficiar Bolsonaro, pois elimina a necessidade de manutenção do foro após o término do mandato. A CNN divulgou que a proposta será a prioridade da oposição após a possível aprovação do projeto que concede anistia a condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
Pelo texto, o STF continuará responsável por processar e julgar, em infrações penais comuns, apenas o presidente e o vice-presidente da República, os presidentes da Câmara e do Senado e o presidente da Suprema Corte. Outras autoridades passarão a ser julgadas pela primeira instância do estado onde o crime for cometido.
A PEC já foi aprovada no Senado e tramita na Câmara dos Deputados desde 2017. O texto passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e por uma comissão especial, aguardando votação em plenário.
O relator original foi o então deputado Efraim Filho (União), hoje senador. Caso a proposta seja pautada, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), precisará indicar um novo relator.
Motta esteve fora do Congresso na última semana, acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em missão oficial ao Japão e ao Vietnã. Com seu retorno ao Brasil, a oposição pretende discutir a proposta, embora o foco principal ainda seja a anistia.
Na última terça-feira (25), o deputado Sanderson (PL) apresentou um requerimento para incluir a PEC na pauta da Câmara. Outros pedidos semelhantes foram feitos nos últimos meses por parlamentares como Adriana Ventura (Novo).
Para ser aprovada, a proposta precisa do apoio de pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação.
:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2022/a/f/6i2T6bTomTw0IJLShySQ/bolsonaro-cristiano-mariz-agencia-o-globo.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário