O encontro pueril ocorreu entre as 12h e as 14h de uma terça-feira, ou seja, em pleno horário de expediente
Redação
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Alheio ao clima tenso de novembro de 2022, quando o PL atacou as urnas eletrônicas e chegou a pedir a anulação de votos do segundo turno da eleição presidencial, o Ministério da Justiça comandado por Anderson Torres promoveu um evento inusitado e que nada tinha a ver com trabalho ou com tramas golpistas.
Conforme Guilherme Amado, em sua coluna no portal Metrópoles, Coordenadoria-Geral de Gestão Documental e Serviços Gerais (CGDS) do MJ convocou os servidores para, no dia 22 de novembro, participarem de troca de figurinhas da Copa do Mundo de futebol, realizada no Catar.
Segundo a publicação, o encontro pueril ocorreu entre as 12h e as 14h de uma terça-feira, ou seja, em pleno horário de expediente. O convite enviado por e-mail no dia 18 daquele mês continha a assinatura oficial do ministério, à época sob Anderson Torres, que dois meses depois acabou preso por suposta omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro, quando ele ocupava o cargo de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.
Já ação do partido de Jair Bolsonaro contra as urnas, por sua vez, foi rejeitada por Alexandre de Moraes no dia seguinte à sua apresentação. Na ocasião, o magistrado classificou a argumentação do PL como “esdrúxula” e aplicou uma multa de R$ 22,9 milhões à sigla.

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